A BOLSA OU…

– O meu celular, o salário do mês, os meus documentos! Até a chave de casa, estava tudo naquela bolsa…

O ônibus inteiro tinha sido assaltado, mas ela era a única a choramingar os objetos perdidos. Chorava e praguejava: “ele não me deixou nada…” Foi interpelada por uma senhora.

– Ele deixou a sua vida. A arma estava na sua cabeça, minha filha. Na sua cabeça! Mês passado, aqui mesmo nessa linha, o assaltante não foi com a cara de um rapaz e… Você está viva, isso é muita sorte. Agradeça a Deus: mais um dia viva nesse nosso Brasil.

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